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5 Anos da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira: segurança alimentar para a sociedade

Hoje, dia 5 de Novembro, faz 5 anos do lançamento da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira. O documento, lançado pelo Ministério da Saúde em 05 de Novembro de 2014, buscou atualizar o Guia antigo, de 2006, e promover a saúde da população brasileira, através de informações e recomendações sobre alimentação e da prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

E mesmo esse tempo, o Guia Alimentar ainda é uma dos mais importantes instrumentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, na promoção da segurança alimentar e nutricional dos brasileiros.

O Guia

Após as muitas transformações sociais que decorreram desde o lançamento do primeiro Guia, em 2006, o Ministério da Saúde viu necessário a realização de uma nova publicação, dessa vez também focada na prevenção de doenças. Na época, os índices registravam que mais da metade da população estava em situação de sobrepeso, cerca de 52%, segundo a Pesquisa VIGITEL de 2013.

Antes do lançamento, o Guia também passou por um período de Consulta Pública, onde a população e profissionais de saúde puderam apresentar seus pareceres e opiniões, contribuindo para deixar o documento mais completo e mais próximo da realidade brasileira.

O resultado foi uma publicação de 158 páginas, dividida em 5 capítulos. O capítulo 1 fala dos princípios que nortearam a elaboração do documento, que serão usados nas orientações nas seções seguintes. Já o segundo capítulo inicia as recomendações gerais sobre a escolha de alimentos. O capítulo 3 fala sobre combinações de alimentos para formar as refeições, tendo sempre em vista os alimentos já consumidos em abundância pelos brasileiros. O penúltimo capítulo, o quarto, fala sobre orientações a respeito do ato de comer, passando por itens como, tempo, foco, espaço e companhia. Por último, o capítulo 5 prevê os obstáculos que podem afastar uma pessoa de uma alimentação saudável e apresenta maneiras de como superar esses desafios.

Além disso, Guia Alimentar apresenta uma linguagem acessível, podendo ser usado tanto pelos profissionais de saúde, quanto pela população, usando exemplos práticos e próximos do dia a dia dos cidadãos.

Comer bem e com segurança

O Guia Alimentar de 2014 buscou romper com a estratégia complicada do seu antecessor, de 2006, que era baseada em porções recomendadas, mas que anos após seu lançamento, já não era tão compatível com a realidade brasileira. Para isso ele contou com mudanças que priorizassem recomendações de alimentos e métodos de preparo.

Assim, o novo Guia estabelece 4 tipos de alimento: alimentos in natura: essencialmente partes de plantas ou de animais; alimentos minimamente processados: que não envolvam agregação de substâncias ao alimento original. Ex: arroz, feijão, farinha; alimentos processados: possuem adição de sal ou açúcar para serem mais duráveis. Ex: conservas, compotas, carnes salgadas e defumadas; alimentos ultraprocessados: são formulações industriais, em geral, com pouco ou nenhum alimento inteiro. Ex: biscoitos, molhos, temperos “instantâneos”, “chips”, refrigerantes, produtos congelados.

O Guia alimentar orienta que a alimentação tenha como base os alimentos in natura e minimamente processados, que já fazem parte da refeição comum do brasileiro na boa casadinha arroz+feijão, carne e salada. Além disso, indica que os ultraprocessados sejam evitados.

Outro ponto importante é que o Guia Alimentar reconhece as refeições como momentos essenciais rotina de cada um, pela a própria alimentação, mas também pelo fator social. Desta forma, o Guia aponta sempre para o consumo de refeições caseiras, indicando também modos de preparo dos alimentos e hábitos que vão além do comer por comer. As formas com que a comida é preparada, também fazem a diferença e é fator diferencial para uma alimentação saudável.

10 Passos para uma alimentação adequada e saudável

Ao final, o Guia Alimentar resume todos os ensinamentos em 10 passos primordiais para uma boa alimentação, como priorizar alimentos in natura, utilizar pouco óleo e sal no preparo das refeições, entre outros. Saiba quais são:

  1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação;
  2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
  3. Limitar o consumo de alimentos processados;
  4. Evitar o consumo de alimentos ultra processados;
  5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;
  6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;
  7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
  8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
  9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora;
  10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

No seu 5º ano desde o lançamento o Guia Alimentar para a População Brasileira tem impacto em que cada brasileiro vai colocar em seu prato e esperamos que continue promovendo a alimentação adequada e saudável nos anos a vir.

Você pode ter acesso ao documento na íntegra no site do Ministério da Saúde.