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CRN-9 envia ofício para Prefeitura Municipal de São Félix de Minas sobre distribuição de polivitamínicos para população

Perante a pandemia de Covid-19, são muitos os recursos buscados para tentar conter o avanço do vírus e/ou reforçar a imunidade humana contra o mesmo. Porém, nem sempre as estratégias divulgadas têm embasamento científico e muito menos comprovam-se eficazes.

É neste sentido que o Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN-9), direcionou ofício à Prefeitura de São Félix de Minas Gerais, no Rio Doce de Minas Gerais, orientando quanto à distribuição de polivitamínicos para os munícipes. Isto porque, na última terça-feira, dia 23, o prefeito Cleudison Luis da Silva (PRB), iniciou a distribuição deste tipo de medicamento em larga escala. Segundo ele, os mesmos servem para manter a imunidade da população e auxiliar no tratamento contra o coronavírus.

Alerta

No documento, o CRN-9 esclarece que a prescrição dietética de suplementos alimentares, quando indispensável para suprir necessidades nutricionais específicas, deve ter caráter de complementação e/ou suplementação do plano alimentar e não de substituição da alimentação saudável e equilibrada. “O indivíduo pode apresentar particularidades fisiológicas e genéticas com possível alteração nos processos de digestão, absorção, transformação e utilização dos nutrientes não cabendo à indicação no mesmo polivitamínico para todas as pessoas”, enfatiza a presidente do Conselho, Regina Oliveira.

Ressalta-se que não existem terapias milagrosas e ou protocolos no campo da nutrição, com evidências técnicas científicas comprovadas, capazes de prevenir ou combater o coronavírus por meio do fortalecimento do sistema imunológico.

“A alimentação saudável depende de diversidade alimentar, não de supostos superalimentos isolados, e deve ser adequada a cada indivíduo conforme assistência prestada pelo nutricionista de forma individualizada”, alerta Oliveira.

Orientação

Com base nestas informações, o CRN-9 orienta a Prefeitura de São Félix a rever a distribuição de polivitamínicos e salienta que nenhuma ação deve ser adotada sem as orientações ou diretrizes adotadas pelos órgãos oficiais de saúde, como Organização Mundial da Saúde (OMS) ou Ministério da Saúde (MS).

Sobretudo, tendo em vista que evidências científicas apontam que o consumo em excesso de vitaminas e minerais pode acarretar toxidade e efeitos adversos decorrentes desse excesso.