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LUTA CONTRA A AIDS: DIRETORA DO CRN9 ANALISA O PAPEL DA NUTRIÇÃO NA DEFESA DA VIDA

No Dia Mundial de Luta contra a Sindrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) ,  01 de dezembro,  o CRN9 reflete a importância do profissional de nutrição como promotor e defensor da vida.  Com estado clínico fragilizado, os cuidados com a alimentação têm papel fundamental para a garantia da qualidade de vida do portador do vírus.

“Ser persistente, ser um incentivador e ser motivador dos pacientes na busca pela saúde” são qualidades que Adriana Pazzini, nutricionista diretora do Conselho aponta como essenciais para quem atua ou quem deseja atuar na área.  Falando de incentivos, a diretora explica que eles são necessários porque  “os pacientes, nas condições de caráter crônico, podem sofrer várias intercorrências no decorrer da vida.”  Adriana, que trabalha com pessoas soropositivo no  Centro de Treinamento e Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias (CTR DIPOrestes Diniz) da Prefeitura de Belo Horizonte, afirma que da sua experiência “é enriquecedor o contato com cada  pessoa.”

NUTRIÇÃO E AIDS

Os cuidados nutricionais e da alimentação são capazes de fortalecerem  e protegerem o sistema imunológico. A diretora do CRN9 explica que “o estado nutricional do paciente tem relação direta com a velocidade de progressão da doença e com a tolerância aos antirretrovirais.”  Sendo um quadro complexo e que inspira cuidados, ela destaca que “numa situação ligada a outras morbidades, o tratamento nutricional  abrange todas elas e vem para melhorar a qualidade de vida da pessoa.”

A presença do nutricionista contribui para a melhora do quadro metabólico do portador do HIV. Segundo Adriana, o profissional de nutrição contribui no “suporte para que o organismo tenha condições de suportar os efeitos colaterais dos medicamentos e reduzir as co-morbidades associadas – diabetes, dislipidemia, alterações na redistribuição da gordura corporal e problemas gastrointestinais”.   Ter muita calma e  atentar para cuidado são ingredientes que integram o tratamento.  A diretora do CRN9 sugere que, “por serem demorados os resultados com o tratamento dietoreápico, a paciência deve ser parte permanente de ambas as partes” (nutricionista e paciente).

 

AIDS NO BRASIL

A presença do governo brasileiro e a conscientização da sociedade apontam um paradoxo nas ações de combate à Aids. Por um lado, há queda no número de mortes. Porém, chama a atenção,  os dados do Boletim Epidemiológico HIV-Aids, do Ministério da Saúde (M.S.) que sinalizam o aumento da incidência da doença entre jovens de 15 a 24 anos. Os números do boletim destacam que houve uma queda de 13% na mortalidade por aids no Brasil entre 2000 e 2013. Do total de mortes em decorrência da doença ocorridas no período, 198.534 (71,3%) ocorreram entre homens e 79.655 (28,6%) entre mulheres.

Na avaliação de Adriana, “o Brasil tem um dos melhores programas de governo com relação ao tratamento dos soropositivos.” No que se refere à nutrição, a diretora do CRN9  classifica como “precário”.  E defende “a presença do nutricionista é de extrema importância para a qualidade de vida dos pacientes”.   Ela reflete as questões socioeconômicas e a necessidade de avanços e integração das atuações das políticas públicas e programas de governo poder público para o melhor atendimento. “É difícil para o paciente aderir a uma alimentação mais saudável com os custos altos do preço de frutas, hortaliças e carnes. Por serem mais baratos, tendem a consumir produtos com alta densidade calórica e nada nutritivos”, comenta.

 

Matéria produzida por Antônio Coquito, jornalista e assessor de comunicação do CRN9