CRN-9 divulga gastos federais com os cânceres atribuíveis aos fatores de risco relacionados à alimentação, nutrição e atividade física no Brasil
No Brasil, o câncer é a segunda causa mais frequente de morte. A cada ano, são, aproximadamente, 232 mil mortes e 450 mil novos casos diagnosticados (excluindo os casos de câncer não melanoma).
Entre 2020 e 2040, estimativas apontam que, devido ao crescimento e envelhecimento populacional, haverá um aumento de 66% no número de novos casos e 81% nas mortes por câncer no Brasil.
Excesso de peso corporal, baixo consumo de fibras alimentares, atividade física insuficiente no lazer, não aleitamento materno, consumo de carne vermelha acima do recomendado, consumo de carne processada, consumo de bebida alcóolica são fatores de risco relacionados à alimentação, nutrição e atividade física e os cânceres associados.
Para se ter uma ideia dessa realidade, em 2018 governo federal gastou, aproximadamente, R$ 3,50 bilhões de reais com procedimentos hospitalares e ambulatoriais no SUS em pacientes oncológicos com 30 anos ou mais de idade. Em 2040, se nada for feito, e a tendência de aumento de casos se mantiver na mesma velocidade, projetamos que o governo federal gastará R$ 7,84 bilhões de reais
Portanto, otimizar a utilização dos recursos limitados e finitos disponíveis aos sistemas de saúde é uma necessidade premente, em especial no contexto do controle do câncer. Além do impacto econômico, o câncer também provoca um impacto social importante, afetando não somente o indivíduo portador da doença como também seus familiares, amigos e comunidade.
Entre as estratégias de controle da doença, a prevenção primária é a única capaz de diminuir tanto os casos novos como as mortes por câncer, sendo a com melhor custo-benefício para o longo prazo. Isso inclui a adoção de um modo de vida saudável e evitar a exposição às substâncias causadoras de câncer.
Por isso, o Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN-9) traz para você profissional de Nutrição, este “Sumário Executivo sobre Gastos federais atuais e futuros com os cânceres atribuíveis aos fatores de risco relacionados à alimentação, nutrição e atividade física no Brasil”.
O material divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) traz os resultados de uma extensa pesquisa que avaliou o impacto da exposição a esses fatores de risco nos gastos federais na prestação de atendimento ambulatorial e hospitalar aos pacientes oncológicos no SUS em 2018 e 2030, assumindo um intervalo temporal de aproximadamente 10 anos entre a exposição aos fatores de risco e o desenvolvimento de câncer e, consequentemente, os gastos federais.
Também foram projetados os gastos federais com câncer em 2040, associados a diferentes cenários de redução de exposição da população aos fatores de risco relacionados à alimentação, nutrição e atividade física a serem atingidos até 2030 no Brasil.
Esses achados reforçam que estratégias de prevenção primária voltadas à promoção da alimentação saudável, do aleitamento materno, da manutenção de peso corporal adequado, da prática de atividade física no lazer e da redução do consumo de bebidas alcoólicas podem evitar os casos da doença, bem como reduzir os gastos com câncer no Brasil. Que esta leitura tão rica possa ser de grande ajuda na sua atuação profissional. Boa leitura!
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