Acesso à informação Acesso à informação Atendimento on-line A
grafismo

Diretores participam de reunião sobre os impactos da Reforma Administrativa no serviço público

Os diretores Érika Carvalho e Milton Ribeiro representaram o CRN-9 em reunião na noite dessa segunda-feira, 4 de maio. Na pauta, a reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro (Proposta de Emenda à Constituição – PEC 32/2020) e suas possíveis consequências para a sociedade e o serviço público.

A matéria, que tramita na Câmara dos Deputados e já recebeu algumas emendas de parlamentares, vem sendo taxada pelos servidores públicos como “a PEC da maldade”. Isto porque ela traz graves consequências para os que atuam na rede pública, inclusive nutricionistas.

No encontro de ontem, entidades representativas das mais diversas categorias trabalhistas estiveram presentes para articular meios de enfrentar a Proposta. “É importante que estejamos unidos. Somando forças, há mais possibilidades”, ressaltou Érika.

Para Milton, a PEC abre um grave caminho para a precarização do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a terceirização inconsequente. Ele acrescentou afirmando ser necessário que os Conselhos e Sindicatos levem informação às categorias e à sociedade sobre os malefícios da matéria.

Um pouco sobre a PEC

A PEC modifica a forma de contratação dos novos servidores e mexe com os requisitos para conquistar a estabilidade.

Principais alterações propostas pelo governo federal:

  • fim da estabilidade para a maioria dos servidores, exceto para os funcionários das carreiras típicas de Estado, por exemplo, servidor da segurança pública, diplomata, juiz, auditor fiscal e outros;
  • não existirá reajustes salariais retroativos;
  • proibição de pagamento da indenização de valores não previstos em lei;
  • não deve existir férias superiores a 30 dias de duração a cada ano;
  • não poderá ocorrer a redução de jornada de trabalho, sem a redução de salário, exceto por motivo de saúde;
  • de modo gradual, serão extintos os cargos comissionados e funções gratificadas, mas terão novos cargos de liderança e assessoramento;
  • os valores recebidos no exercício temporário de cargos e funções não serão incorporados ao salário;
  • não haverá a progressão funcional baseada apenas no tempo de serviço;
  • extinção do adicional por tempo de serviço e qualquer bônus relacionado à triênio, quinquênio, licença-prêmio, etc.;
  • fim da aposentadoria compulsória.

Outro objetivo do governo é que sejam ampliados os níveis de carreiras, fazendo com que os servidores públicos iniciem com salários compatíveis à iniciativa privada e, ainda, demore mais tempo para ter promoções.

Semelhante ao que ocorreu com as reformas fiscal, trabalhista e da previdência, a Reforma Administrativa visa reduzir os gastos públicos, atacando servidores e trabalhadores, deixando de lado medidas importantes como a reforma tributária e taxação das grandes fortunas.

Tal reforma prevê o fim da estabilidade no serviço público, extinções de órgãos e cargos (pelo chefe do Poder Executivo), arrocho salarial, acaba com o Regime Jurídico Único, permite a redução de jornada e a redução da remuneração dos servidores, além de permitir a criação do chamado vínculo de experiência e um rol de outras medidas que enfraquecem, desqualificam e precarizam o serviço público brasileiro. Isto representa um desmonte do serviço público, pois prejudica além dos servidores, a sociedade, que precisa de um serviço igualitário, de qualidade e com boa atenção.

(Com informações do SindPúblicos)

 

 

 

Gostou? Compartilhe nas suas redes!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Publicadas importantes resoluções: Práticas Int

28/01/2021

O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 20 de janeiro de 2021, trouxe publicadas três importantes

Ler mais

Comissão de Ética: imprescindível para promover

16/04/2021

🔎A Comissão de Ética do CRN-9 tem conseguido enfrentar as restrições impostas pela pandemia, orientando, disciplinando e

Ler mais

Pesquisa analisa consumo de ultraprocessados por j

23/02/2021

Adolescentes de escolas privadas consomem mais produtos ultraprocessados do que estudantes de escolas públicas. E jovens com

Ler mais