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CRN-9 integra Comitê de Representação do Fórum Minas Sem Miséria e fortalece agenda de combate à miséria no Estado

O Conselho Regional de Nutrição da 9ª Região – CRN-9 estará ainda mais presente nas discussões de políticas públicas necessárias para a erradicação da miséria em Minas Gerais. Além de entidade parceira na organização do evento promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o CRN-9 teve sua participação garantida no Comitê de Representação do Fórum Técnico Minas Sem Miséria, por meio de votação e eleição realizadas pelos participantes da etapa final do evento, ocorrida entre os dias 4 e 6 de março.

 

A coordenadora da Unidade Técnica do CRN-9, Elisa Álvares, estará representando o CRN-9 no Comitê de Representação, que conta com 37 cadeiras e inclui diversos agentes da sociedade civil, do poder público, de segmentos sociais e representantes regionais do Estado. “Compor o Comitê é uma forma de acompanhar os desdobramentos e encaminhamentos do Fórum Técnico e reforça o compromisso do CRN-9 com a Segurança Alimentar e Nutricional e com a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada”, pontuou Elisa.

 

Além de Álvares, nutricionista que irá representar o Conselho, outros dois profissionais da nutrição também integram o Comitê de Representação: a nutricionista Gisely Peron, que atua na Prefeitura Municipal de Ubá, e o nutricionista Lucas Daniel Sanches, professor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, na cidade de Uberaba.

 

Para Gisely Peron, é muito importante que o nutricionista atue além das pautas emergenciais e, no contexto do Fórum Minas Sem Miséria, sua atuação é fundamental para promover, de forma efetiva, uma alimentação de qualidade e o combate à fome. “Eu vejo na participação desse comitê uma oportunidade para trabalhar a política de forma estruturante, sob o olhar e a ótica do nutricionista, de construir algo voltado para a prevenção e para a promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada, da soberania e da segurança alimentar e nutricional”, destacou.

 

Lucas Daniel Sanches, que também é conselheiro do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais – Consea-MG, defendeu que é uma grande oportunidade compor o Comitê Representativo do Fórum Técnico Minas Sem Miséria. Para ele, a presença de nutricionistas no comitê reforça a importância de articular os espaços de participação social para que o combate à fome e a promoção da Segurança Alimentar e Nutricional estejam no centro das estratégias de superação da miséria no nosso Estado.

 

“A fome é uma das expressões mais graves da desigualdade social, e por isso é essencial que profissionais da Nutrição contribuam na formulação de políticas públicas que ampliem o acesso à alimentação adequada para toda a população. O principal produto do Fórum são as propostas aprovadas coletivamente durante os três dias da etapa final, que agora serão aprofundadas pelo Comitê Representativo para a construção do Plano Estadual de Combate à Miséria de Minas Gerais”, disse.

 

Fórum Técnico Minas Sem Miséria

A etapa final do Fórum Técnico Minas Sem Miséria consolidou 193 propostas, construídas durante os cinco encontros regionais realizados nos municípios de Juiz de Fora (Zona da Mata), Montes Claros (Norte), Uberlândia (Triângulo Mineiro), Araçuaí (Vale do Jequitinhonha) e Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte), além das propostas recebidas por meio de consulta pública on-line.

 

O trabalho do Fórum Técnico Minas Sem Miséria teve início em julho de 2025 e foi concluído na etapa final realizada em março de 2026. As propostas integram cinco eixos de trabalho: Soberania e segurança alimentar e nutricional; Trabalho digno e educação; Diversidade, assistência social e saúde; Moradia, território e meio ambiente; e Controle social e governança do Fundo de Erradicação da Miséria.

 

Entre as propostas que compõem o documento estão demandas que buscam maior financiamento para o combate à pobreza, mais diversidade e representatividade no controle social, além de políticas transversais de assistência social, saúde, educação e emprego. As propostas irão subsidiar e apoiar a elaboração do Plano Mineiro de Combate à Miséria, previsto na Lei nº 19.990, de 2011, que cria o Fundo de Erradicação da Miséria, além de contribuir para o aprimoramento das políticas públicas necessárias para a erradicação da miséria no Estado.

 

(Com informações da Assembleia Legislativa de Minas Gerais)

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